Linux: seis distribuições para usuários que querem usar o sistema no desktop

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 02 de março de 2007 às 17h22

 

Quer migrar para o Linux mas ainda teme o sistema aberto? Confira seis das mais populares distribuições para usuários leigos.

 

Nunca houve um período mais propenso para que usuários leigos com curiosidade sobre o Linux se aventurassem pelas bandas do código livre.

Recém-lançado, o novo Windows Vista, além de carregar uma pesada etiqueta de preço, exige configurações muito aquém das máquinas de usuários brasileiros.

 

Aliado a isto, as distribuições estão adotando posturas ainda mais didáticas, o que torna ações como o programa Computador para Todos, do Governo Federal, um enorme empurrão para o sistema.

Até mesmo a tradicionalmente radical comunidade entusiasta vem trocando seu fervor por uma postura mais tolerante e simpática a quem vê o Linux com desconfiança.

Antes de tomar o primeiro passo, é bom que o usuário tenha claro que, por mais que se pareçam graficamente com o Windows, sistemas em Linux ainda trazem diferenças substancias em relação ao sistema da Microsoft.

A diferença, caro leitor, não é ruim. O esforço em se adaptar a novos comandos (bastante simples) deve compensar para usuários cansados com vírus e lentidões, por exemplo.

 

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Red Hat Fedora

Quando chegar aos colégios do terceiro mundo no segundo semestre deste ano, o XO, conhecido como “notebook de 100 dólares”, introduzirá os alunos no Linux por meio da interface Sugar, adaptação que a Red Hat vem fazendo do seu Fedora.

Aposta da Red Hat no mercado de desktop domésticos após o fim do Red Hat Linux, o Fedora está em sua sexta versão estável, com previsão de lançamento da sétima ainda para 2007.

Ainda que não traga a mesma riqueza de aplicativos que distribuições como o Ubuntu, o Fedora é popular o suficiente para contar com uma extensa biblioteca de aplicativos.

A própria Red Hat promete enriquecer os softwares integrados ao Fedora, que vem acompanhado pelo pacote OpenOffice, o navegador Firefox e o editor de imagens Gimp, na versão 6.

Ainda assim, a interface Gnome do Fedora 6 oferece muitas das mesmas funções de navegação presentes no Windows.

Caso queria testar o sistema sem apelar para o Live CD, o Fedora 6 pode ser instalado no disco rígido do usuário a partir do próprio Windows, oferecendo uma ferramente no boot onde o usuário escolhe qual sistema será carregado.

 

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Ubuntu

O Ubuntu se assume inteiramente voltado a usuários leigos a começar pelo seu mote – “Linux para seres humanos”. Lançado pelo sul-africano Mark Shuttleworth em 2004, o Ubuntu se apóia na interface gráfica Gnome para atrair atenção dos iniciantes.

Quem está acostumado com a interface do Windows não deve ter dificuldades em se guiar pelos menus na barra superior da sua área de trabalho, que leva aos aplicativos e configurações do sistema.

Melhor: funções de acessibilidade, como teclado na tela e pronúncia oral de comandos são habilitados como padrão, o que o torna uma opção ainda mais vantajosa para usuários com necessidades específicas.

Outro atrativo para quem nunca usou Linux é a presença nativa de softwares como o pacote corporativo OpenOffice, o comunicador Gaim, o editor de imagens Gimp e o navegador Firefox, que emulam muito bem as principais funções presentes no Windows.

Caso queira, a instalação padrão do Ubuntu ainda permite que o usuário habilite diversos outros softwares multimídia e para internet sem o trabalho de baixar e instalar pacotes – mesmo bastante simples, o Ubuntu instala aplicativos de uma maneira bem diferente do Windows.

Com ótimo desempenho até mesmo em máquinas enxutas, o Ubuntu ainda permite a criação de diferentes áreas de trabalho para o usuário – algo que a Apple pretende integrar ao seu Mac OS X 10.5, prometido para este ano.

 

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Kurumin

Apresentado como “uma das distribuições Linux mais fáceis de usar”, o Kurumin é o melhor exemplo de distribuição desenvolvida no Brasil dentro de um setor dominado por softwares estrangeiros.

Criado e atualizado pela comunidade Guia do Hardware, o Kurumin se mostra amigável ao usuário graças à sua interface KDE (K Desktop Environment) com pequenos ajustes para parecer ainda mais com o sistema Windows.

Se antes apostava na portabilidade de CDs em miniatura distribuídos com o sistema, o Kurumin resolveu integrar softwares, como o pacote OpenOffice e o aplicativos de virtualização VMWare, a ponto do Kurumin 7 ocupar uma mídia inteira.

E que mal há nisto? Nenhum. Pelo contrário. Aliada aos chamados “ícones mágicos”, a função de instalação de novos programas no Kurumin saiu na frente de outras distribuições pela ótima exploração de recursos gráficos.

Outra vantagem é a possibilidade de usar o Kurumin pelo Live CD, assim como o Ubuntu. Ao invés de instalar no HD, o usuário pode experimentar o Kurumin a partir do drive do PC.

 

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Mandriva

A francesa Mandrakesoft comprou a Conectiva em 2005 e, além de mudar o nome para Mandriva, incorporou a seu sistema operacional muito da usabilidade para usuário final da empresa curitibana que revelou Marcelo Tosatti ao mundo.

Mais recente distribuição da empresa, o Mandriva Linux 2007 continua a apostar na pluralidade de maneiras de chegar ao usuário final.

Não bastasse a versão gratuita, o Mandriva Linux pode ainda ser encontrado em memory keys (uma mão na roda para quem precisa usar PCs públicos sem Linux) ou nos seus três pacotes pagos.

Pagar por Linux? Sim, e com gosto. Como paga taxas referentes a plug-ins proprietários que rodam aplicações multimídia, os pacotes PowerPack (79 euros), PowerPack+ (179 euros) e Discovery (49 euros) chegam redondinhos ao usuário final – tocar DVDs, emular games para Windows e suportar novos modos de exibição exigem configurações nem tão simples do usuário.

Com visual parecido ao Ubuntu graças à interface Gnome ou no modo padrão de exibição com KDE, a versão gratuita traz navegação simples e acompanha os softwares Mozilla Firefox, OpenOffice, Gimp, AmaroK, KMPlayer, Ekiga.

 

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Debian

Em uma comparação rasteira, o Debian está para o Ubuntu como o Netscape está para Firefox.
O sistema em Linux nascido na homenagem de um programador à sua namorada hoje serve de base para outras distribuições, como a popular Ubuntu.

Aliado à extensão lista de ferramentas disponíveis para programadores, o Debian serviu de ponto de partida também para dezenas de outras distribuições que exploram sua estabilidade e as interfaces amigáveis KDE ou Gnome.

Graças à sua longevidade (a primeira versão do Debian foi lançada em 1996), o Debian goza de popularidade entre a comunidade Linux principalmente por sua estabilidade e pela vasta biblioteca de aplicativos disponível.

Aliada à extensão de ferramentas disponíveis para programadores, a longevidade transformou o Debian no primeiro passo para diversas outras distribuições de Linux – confira a lista da Wikipedia

 

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Dual OS

Em 2002, a Microsoft processou a desenvolvedora por trás do sistema operacional Lindows alegando que o software de código aberto era exageradamente copiado do Windows.

Quase três anos depois, o processo terminou com a Microsoft pagando uma multa e o sistema renomeado como Linspire.

Considerando esta história, é um grande mistério como a mesma Microsoft também não correu para acionar os desenvolvedores do Dual OS (150 reais), sistema operacional em Linux com interface claramente copiada do Windows.

A interface do desktop do Dual OS é idêntica ao Windows XP, com direito a Menu Iniciar, barra de tarefas com relógio e até ícones muito parecidos aos desenhados pela Microsoft.

Por este motivo, o Dual OS é uma bela ponte para quem quer migrar para Linux sem muito esforço em se adaptar a novas funções e comandos – um dos possíveis motivos pelos quais foi incluído no programa Computador para Todos.

Junto ao Dual OS, o usuário pode usar o DualOffice, pacote corporativo com aplicações abertas que imitam com fidelidade assustadora o Word, Excel e PowerPoint, do pacote Office, da Microsoft.

Assim como o Madriva Linux 2007, o Dual OS vem com funções multimídia e de navegação completamente configuradas por ser pago.

 

 

 

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